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domingo, 1 de janeiro de 2012

Dicas para o cão parar de cavar o jardim


Jardins, quintais, canteiros, hortas, gramados, esses são os locais preferidos dos cães para fazerem seus enormes e profundos buracos. Eis os motivos que levam os cães a fazer tais buracos:

- cavam para fugir de algum lugar;
- para procurar um inseto ou qualquer outro bichinho que viram;
- como simples trabalho ou em momentos de diversão;
- para esconder seu alimento ou brinquedo;
- para preparar um local mais fresco e arejado para deitar;
- para diminuir o tédio ou ansiedade;
- para se exercitar quando sentem necessário;
- para chamar atenção;
- ou até mesmo num ato de imitar o dono.

Muitas vezes, uma dica basta para resolver o problema das escavações caninas. Mas, para saber qual é essa dica, é preciso saber antes o que leva o cão a cavoucar.

1. Crie cantinhos excepcionais
Por instinto, o cão dá uma cavadinha onde irá se deitar - costuma fazer isso até em sofás e pisos frios! Normalmente, após a cavadinha, dá umas rodadas e se deita. Muitos cães gostam de deitar-se em lugares frescos do jardim ou que permitam acompanhar o movimento da casa ou da rua. O problema é que, muitas vezes, há um canteiro de flores ou grama justamente nesses lugares. O truque é preparar cantinhos perfeitos para o cão, levando em consideração o que ele mais deseja. Às vezes, até sugiro uma pequena reforma paisagística.

2. Gaste o excesso de energias
Quanto mais energia o cão tiver, maiores as chances de ele cavar grandes buracos. Uma maneira de controlar o excesso de energia é levá-lo para passear diariamente e/ou exercitá-lo bastante, com brincadeiras.

3. Combata o tédio
Cães também ficam entediados! Gostam de passear, caçar, brincar, etc., e não de ficar isolados em um quintal. Crie atividades para tornar a vida do seu cão mais interessante. Nem que seja escondendo petiscos no jardim para ele encontrar. Ler artigos sobre enriquecimento ambiental e comportamental ajuda a ter idéias para entreter o cão.

4. Evite que enterre objetos
Enterrar ossos naturais e alimentos para consumir mais tarde também faz parte do instinto canino. Muitos cães enterram apenas alguns tipos de objetos. Se o seu fizer isso, não deixe de lhe dar os objetos daquele tipo. Mas, em vez de entregá-los, mantenha-os amarrados numa corda. Assim, ele não poderá levá-los para enterrar. Um jeito de evitar que o cão se enrosque na corda é pendurar o objeto de modo a não encostar no chão. Esse método é útil também para combater a possessividade canina por determinados objetos.

5. Prepare um cantinho para grávidas
Cadelas prestes a parir ou com gravidez psicológica procuram cavar um ninho para os filhotes. Nesses casos, devemos preparar cantinhos perfeitos para elas. E, quando a gravidez for psicológica, pode-se, ainda, tratar a fêmea com inibidores de hormônio (consulte seu veterinário).

6. Torne desagradável desenterrar
Se o cão cava lugares específicos, antes de tapar os buracos encha-os com os próprios cocôs dele. É praticamente certo que isso o fará desistir de cavar aquele local. Com o tempo, você irá minando todos os lugares mais cavados. Essa é a minha dica preferida!

7. Reestruture seu jardim
Procure adaptar o estilo do seu jardim à presença canina. Às vezes, algumas pequenas alterações podem evitar muita dor de cabeça e proporcionar menos estresse no convívio. Pedras nos lugares em que o cão cava, assim como cercas e telas, podem, muitas vezes, ser a melhor solução. Um dos meus clientes resolveu o problema com telas postas no solo dos canteiros que o cachorro cavava. Nessa alternativa, caso se queira ocultar a tela, basta jogar um pouco de terra por cima. Ou esperar que as plantas cresçam. Há, porém, o inconveniente de ser preciso retirar a tela ou cortá-la, para plantar nova muda. Em alguns casos, sugiro construir uma caixa de areia no jardim para o cão poder se divertir, cavando. Afinal, cavar é um comportamento normal e saudável.

8. Só dê bronca durante a ação errada
Nem pense em dar bronca no cão se não for no exato momento do comportamento inadequado. Está mais que comprovado: bronca fora do momento exato, além de não funcionar, pode deixar o cão confuso, o que aumenta as chances de surgirem problemas de comportamento. A melhor ocasião para repreender o cão é quando ele começa a cavar um lugar proibido. Nesse momento, procure fazê-lo sentir desconforto. Jogue um pouco de água nele ou faça um ruído que o assuste, por exemplo. Mas só faça isso se ele não for medroso nem inseguro. Algumas pessoas conversam com o cão quando ele erra. Tentam explicar que agiu incorretamente. Não faça isso. O cão pode gostar dessa atenção e começar a cavar na expectativa de receber mais!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Medo: Como ajudar seu cão superá-lo

Cães pode desenvolver medo de qualquer pessoa, lugar ou coisa. 

Uma vez que o cachorro demonstre medo, corrigindo o gatilho original do comportamento nem sempre é suficiente para mudar o hábito do cão de reagir dessa maneira. Quanto mais cedo você intervir,  melhor suas chances de aliviar o medo. 

Não conte com uma solução rápida. Esteja preparado para continuar a ajudar o cão a um ritmo confortável a longo prazo pelo tempo que for preciso. Sua paciência e vontade de trabalhar através de pequenos passos que, por si só irão tirar a pressão do cão e acelerar o processo. Mais lento é, literalmente, mais rápido quando se trata deste tipo de trabalho com seu cão.

Assista abaixo o caso Julius (uma mistura de pitbull com dalmáta) que tem muito medo, inclusive de sair. O adestrador Cesa Millan mostra como deixar o cachorro mais seguro.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Medo de Fogos

"Meu cãozinho tem medo de fogos, o que eu faço?!"

É muito comum os cães terem medo de fogos de artifício, rojões e trovões. Então, nossa equipe separou algumas dicas para você se preparar para as festas de fim de ano.

O primeiro passo, é escolher um local onde o seu cão se sinta confortável, um quarto ou algum cômodo fechado para poder abafar o som. É importante também que esse local seja seguro, com janelas fechadas e longe de objetos que o seu cão possa se machucar.

Tente se manter calmo, qualquer nervosismo em relação ao barulho, sua linguagem corporal pode dizer para seu cachorro que ele tem motivos para ter medo.

Para que ele se acostume, grave o som de fogos de artifício e coloque para tocar em um nível baixo e distante desse ambiente, associe esse som a coisas agradáveis, como a brincadeira preferida dele ou o horário da comida. Aos poucos, aumente esse som, sempre dando petiscos e brincando com cachorro quando notar que ele está calmo e tranquilo. Lembre-se: respeite o limite do animal e faça tudo com calma, um pouquinho por dia... O importante é desviar a atenção dele e fazer associações positivas. Você também encontra CDs prontos com o barulho de fogos e trovões em pet shops.

Obs: Não o force a encarar os fogos de artifício, isso pode aumentar ainda mais o medo que ele tem do barulho.

Quando ouvir o som dos fogos, ou se ocasionalmente durante o treino tiver alguma trovoada, comemore, fique feliz, você é a fonte de segurança do seu amigo, então mostre a ele que está tudo bem.

É muito importante que durante o treinamento, você nunca dê bronca caso escape um xixi no local errado, isso pode deixá-lo ainda com mais medo e inseguro. Também não se abaixe, não faça muito carinho nele, nem o pegue no colo! Cães interpretam essas atitudes como proteção contra algo perigoso.

Os cachorros se assustam com muita facilidade com o barulho de rojões, fogos e até trovões, e animais com muito medo tem a tendência a querer fugir. Então, providencie uma plaquinha de identificação com o seu telefone, e deixe na coleira dele, caso ele escape alguém pode contatar você. Cães em desespero conseguem correr muitos quilômetros procurando abrigo. E é muito, muito importante NUNCA deixar seu cão amarrado com a guia, achando que isso pode deixá-lo mais calmo, ou que assim ele não irá escapar, pois em situação de pânico ele pode se prender em algum lugar, tentar se soltar e acabar se machucando ou sendo até sufocado!

Na noite de réveillon, deixe ligada a tv ou o rádio, tocando músicas tranquilas e num som mais alto para diminuir ainda mais o barulho dos fogos e ainda ar condicionado( caso seu cachorro esteja acostumado com o barulho do mesmo).

Se o seu cachorro não se sentir a vontade para brincar ou continuar com muito medo durante o treinamento, é recomendável procurar o auxilio de um médico veterinário. Existem casos que há a necessidade de iniciar um tratamento com medicamentos para acalmar o animal. Procure também a ajuda de um profissional especialista em comportamento animal para ajudar no treinamento de dessensibilização.
Com essas dicas, nossa equipe deseja a todos boas festas!

sábado, 11 de setembro de 2010

Como ensinar o cachorro a não subir nos móveis

MEU SOFÁ !!!!

Como ensinar o cachorro a não subir nos móveis

Você sente que seu cachorro tomou conta dos móveis na sua casa? Você não tem mais sossego quando quer deitar no sofá calmamente para assistir televisão ou quando quer dormir na sua cama?


MEU SOFÁ !!!!

Cada pessoa trata seus animais do seu próprio jeito, e eu acredito que lugar de cachorro é no chão. Quando o cachorro está acostumado a ficar no chão, você pode sentar-se com ele no chão quando quer brincar, fazer carinho, abraçar, etc. Mas quando você quer seu sossego no sofá ou na cama, ele vai saber que ali é o seu lugar, não o dele.

Então vamos lá:

1) Para estabelecer essa regra, primeiro de tudo você tem que ser consistente. Se você quer ensinar seu cachorro que ele não pode subir no sofá ou na cama, você nunca mais pode deixá-lo subir nos móveis.

Se você não quer que ele suba na cama, mas de vez em quando você deixa ele subir, ele nunca vai entender quando pode e quando não pode. Portanto, é muito importante que você e todos de sua família sigam sempre as mesmas regras, senão não há como ele aprender.

2) A idéia aqui é bem simples. Você quer ensinar ao cachorro que é muito mais legal sair da cama do que subir nela. Você quer que ele entenda que sair da cama e ficar no chão é o que deixa você feliz e, portanto, ele vai querer sair da cama para fazer você feliz.

3) Para começar, pegue alguns petiscos: uma bolachinha, uns pedaços de salsicha ou de frango, algo que ele gosta. Quando ele estiver na cama (ou sofá) você fica em pé uns dois passos ao lado da cama, aponta para o chão e fala o comando “Desce!”. Nas primeiras vezes ele não vai saber o que isso significa, então mostre que você tem um petisco nesta mão que está apontando pro chão.

Assim que ele descer, dê-lhe o petisco, faça bastante carinho e o elogie. Você está mostrando que, quando ele desce da cama, você lhe dá atenção, carinho e petisco. É o comportamento de descer da cama que deixa você feliz.

4) Fale o comando apenas uma vez. Você não quer que ele aprenda que o comando tem que ser repetido para valer. Fale “Desce!”, aponte para o chão, não olhe mais para ele, não lhe dê nenhuma atenção até que ele desça. Se ele não descer, agache-se, dê dois tapinhas no chão e mostre o petisco novamente (sem olhar pra ele e lhe dar atenção).

5) Repita esse exercício com frequência até ele aprender o comando “Desce!”e não o deixe mais subir nos móveis.

Por fim, crie um lugar para ele ficar quando você está assistindo TV. Por exemplo, coloque na sala um tapetinho ou um paninho que ele gosta, assim ele também vai ter o lugar dele para deitar e relaxar.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Meu cachorro come cocô! O que fazer?


Coprofagia

Ato de comer fezes, é muito comum, na clínica veterinária, queixas relacionadas a cães que comem fezes. "Ver meu cãozinho fazendo isto me causa repugnância", dizem todas as pessoas que vêem seu animal com este tipo de comportamento e geral correm para o veterinário em desespero e pedem uma explicação, um tratamento ou alguma solução rápida, pois não querem mais que seu cão faça isso.

Bom, não é tão simples assim, o estudo da coprofagia ainda não chegou a uma resposta e muito menos a um tratamento definitivo para este problema, existem várias explicação para tal fato, onde devemos primeiro classificar e identificar a origem do problema:


Classificação por tipo de fezes

Esta classificação foi feita segundo relato em literatura

a) Cães que comem fezes de animais herbívoros. Comportamento comum de ser observado em carnívoros silvestres. Fezes, como por exemplo, de cavalos, são
uma fonte de produtos de digestão microbiológica alem de fornecerem nutrientes aos cães.

b) Cães que comem fezes de gatos. Comportamento comum de causa indeterminada.

c) Cadelas recém paridas comem as fezes de seus filhotes. Ainda que seja um comportamento normal pode ser mal interpretado.

d) Cães que comem as próprias fezes.

e) Cães que comem fezes de cães adultos. A razão para esse comportamento não está bem determinada.

f) Cães que comem fezes humanas.

g) Cães mantidos em canis públicos ou abrigos particulares parecem exibir mais freqüentemente este comportamento.

h) Casos mistos.

Classificação segundo as causas

Varias são as hipóteses sugeridas como causas da coprofagia, no entanto não há respostas definitivas. Alguns autores sugerem que a razão para a não definição
das causa deste problema seja a decorrente das inúmeras possibilidades que normalmente envolvem este tipo de comportamento, sendo por tanto um problema multifatorial.

1. Deficiência metabólica ou doença

a)Cães que comem fezes de outras espécies animais podem fazê-lo por que estas podem ser nutritivas, palatáveis e, por causarem poucos problemas, ou representarem um petisco apreciado pelo cão. Comer fezes pode não ser repugnante para um cão e pode representar uma fonte de alimento.

b) Super alimentação: sobrecarregar o sistema digestivo fornecendo alimentação e especialmente a base de ração uma única vez ao dia pode sobrecarregar o
sistema digestivo e consequentemente ocorrer uma má digestão. Assim as fezes apresentaria um alto grau de produtos alimentares não digeridos. Mais tarde
sentindo fome o cão se alimentaria das próprias fezes.

c) Baixos níveis protéicos ou alimentação insuficiente (fome).

d) Dietas muito ricas em carbohidratos e fibras.

e) Deficiência na produção pelo cão de enzimas digestivas.

f) Verminoses e carência nutricional.

g) Pancreatite crônica.

h) Síndrome de mal absorção.

2. Razões comportamentais

a) As cadelas recém paridas consomem as fezes dos filhotes. Dessa forma mantém o ninho limpo.

b) Ansiedade devido a conflito ambiental. Stress ambiental pode contribuir com vários comportamentos incluindo a coprofagia.

c) Cães entediados que manipulam fezes como passatempo. (brincadeira ou comportamento lúdico)

d) O cão pode ser condicionado a ingerir fezes para receber atenção do proprietário. O comportamento pode ter sido reforçado pela reação emocional do proprietário "Não faça isso Totó !!!!!!!!!"e que significou ganho de atenção.

e) As fezes parecem ter um caráter lúdico e ser gratificantes, auto recompensa e serem saborosas.

f) Punições excessivas relacionada a eliminações do cão. Cães podem comer fezes para evitar que os proprietários os punam.

g) A distribuição errônea do espaço de dormir, alimentar, defecar e urinar. Cães que não dispõem de espaço suficiente e são forçados a defecar em seu espaço de
dormir acabam por ingerir suas fezes para manter o espaço limpo.

h) Ansiedade de separação. Cães deixados em casa sem companhia por um longo período de tempo acabam por exibir este comportamento.

i) Vício por razões comportamentais. Cães confinados ou presos são mais aptos a desenvolverem coprofagia do que aqueles que estão em companhia humana na
maior parte do tempo. Parece que animais que saem a passeio, recebem maior atenção do dono, são menos isolados e ganham brinquedos podem ter este comportamento diminuído, aliviado.

j) Cães selvagens ao se alimentarem da caça iniciam sua alimentação pela ingestão de órgãos abdominais, incluindo ai o intestino e seu conteúdo. Daí as fezes não serem repugnantes para os cães.

k) Hereditárias, manifesta-se aproximadamente aos 6-8 meses. Em tais casos o comportamento é considerado normal, onde buscar nutrientes no lixo representou
uma adaptação no processo d evolução e domesticação do cão.

Tratamentos propostos

Cães jovens podem comer fezes com o propósito de estabelecer uma flora bacteriana intestinal apropriada, no entanto, comer as fezes representa um comportamento não adequado uma vez que as fezes podem ser fontes de infestação de vermes, bactérias e vírus. Por outro lado este comportamento é rejeitado por nós e portanto deve ser tratado, ou modificado.

O Tratamento dos casos de coprofagia descritos em literatura não são uniformes. Uma vez que as causas são multifatorias e não sejam bem definidas também tornam a escolha do tratamento muito difícil e as vezes controvertido.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Inteligência canina é semelhante à de bebês


Foi isso que disse um estudo realizado na universidade de Viena. Um grupo de pesquisadores austríacos fez testes semelhantes em crianças (ou bebês) e em cães de diversas raças. Os resultados da pesquisa, que foram publicados na revista científica “Current Biology”, constataram que os cachorros tinham uma inteligência semelhante à de crianças com 14 meses de idade.

Os testes realizados para medir a inteligência dos cães e das crianças foram divididos em duas etapas. Na primeira, as crianças ficavam observando suas respectivas mães entrarem num quarto com as duas mãos ocupadas e como estavam com as mãos ocupadas as mães acendiam a luz usando a testa para apertar o interruptor. Depois disso os bebês foram estimulados a também acenderem as luzes, só que os bebês aperteram os interruptores com as mãos e não com a testa, ou seja, eles analisaram a situação e perceberam que as mães usaram a testa porque estavam com as mãos ocupadas e como eles estavam com as mãos livres seria mais fácil utilizá-las do que a testa.

Os testes que os cientistas fizeram nos cachorros foi semelhante ao das crianças. Desta vez eles treinaram uma collie chamada “Guinness” para que ela empurrasse uma barra de madeira com as patas e não com o focinho como os cachorros costumam fazer. Toda vez que a collie empurra a barra os cientistas davam-lhe um pouco de comida como prêmio. Um grupo de cães observou a cadela empurrar a barra com as patas enquanto ela estava com a boca ocupada mordendo uma bola. Logo em seguida, um segundo grupo de cães assistiu “Guinness” empurrar a barra de madeira com as patas, mas sem nada na boca desta vez. Assim como fizeram com as crianças os cientistas colocaram os cães para fazer o mesmo que eles tinham observado. Primeiro foi usado um terceiro grupo que não havia visto “Guinness” empurrar o pedaço de madeira com as patas. Como era de se esperar, 12 dos 14 cães deste grupo empurraram a madeira com o focinho. Depois os cientistas mandaram os cães que haviam visto a cadela empurrar a madeira sem nada na boca. O grupo era formado por 19 cães, dos quais 16 imitaram a cadela e também empurraram o objeto com as patas, pensando que também receberiam algum prêmio.

Quando foi a vez do primeiro grupo, dos 21 cães que haviam visto a collie empurrar a barra de madeira com a boca ocupada, 17 deles usaram o focinho para empurrar a barra. Foi a partir da observação deste fato que os cientistas notaram que os cães, assim como as crianças, perceberam que a cadela havia usado as patas apenas porque estava com a boca ocupada e que seria mais fácil para eles usar o focinho.

O interessante desse estudo é que ele mostra que os cães fazem uma imitação seletiva, pois dependendo da situação eles são capazes de perceber se eles devem imitar o que eles acabaram de ver ou não.